Maceió ambiental: projetos revelam uma cidade sustentável

A preservação ambiental é dever de todos. Essa é uma afirmação que parece estar bem clara para muitos maceioenses. O surgimento de ações em benefício do meio ambiente tem se tornado frequente na capital, reforçando a ideia de que o olhar transformador é algo imprescindível quando se trata do lugar em que se vive.

Protetores do Oceano é uma das iniciativas que surgiram  justamente da intenção que o publicitário Rommel Mendes sempre teve de ensinar a seus filhos sobre a importância em estar atento às questões ambientais. “ Um dia eu levei meus três filhos para um mergulho inicial em um lugar que fui com meu pai quando eu era criança. Chegando lá, o cenário estava irreconhecível, muito lixo e pouca vida marinha. Naquele momento, fiquei frustrado de não poder repassar para eles um ensinamento que tinha feito tanta diferença em minha vida. Resolvemos, então, pôr a mão na massa”, conta o publicitário.

O projeto age em duas frentes: a primeira consiste na geração de conteúdo educativo para as mídias digitais em que Rommel estimula as pessoas a refletirem sobre os impactos que as ações e consumo  humanos podem causar no ecossistema marinho; associada a essa ação, há a captação de grupos para a realização de limpezas periódicas nas praias de Maceió e municípios vizinhos.

Ação de limpeza na orla de Maceió. Foto: Rommel Mendes/Instagram

Foi no desempenho de sua profissão que a gestora ambiental Nathália Inêz percebeu a importância de adotar uma vida gerando menos lixo. Hoje mostra em palestras, oficinas e na internet alternativas cotidianas para viver com mais respeito pelo meio ambiente ao adotar o estilo de vida Lixo Zero, conceito do qual Nathália é embaixadora no estado pelo Instituto Lixo Zero Brasil. 

A ambientalista afirma que pequenas ações podem diminuir consideravelmente a quantidade de lixo não reciclável gerada pelas pessoas e é isso que ela tenta mostrar. “Segundo os estudos, cada indivíduo gera um quilo de lixo por dia. Isso precisa mudar. Atitudes simples como substituir objetos descartáveis pelos reutilizáveis, optar pelo reaproveitamento ao cozinhar, além de adotar o consumo de produtos sem embalagem fazem muita diferença para o meio ambiente”, destacou a gestora ambiental. 

Para ajudar na geração de menos lixo, Nathália também criou uma loja virtual de produtos sustentáveis. Foto: Átila Vieira/Secom Maceió

A Prefeitura de Maceió também vem contribuindo por uma cidade mais sustentável. São muitos os projetos ambientais desenvolvidos pela Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes), a exemplo do Planta Maceió e Bairro Verde. O primeiro consiste numa iniciativa itinerante que, a cada ação, realiza a entrega de mil exemplares de mudas nativas da Mata Atlântica à população, além da orientação técnica sobre  os cuidados necessários no plantio. Em 2019, foram doadas 18.762 mudas aos maceioenses.

“Uma cidade bem arborizada representa um ar mais puro e um clima mais ameno”, destaca o titular da Sudes, Gustavo Acioli Torres. Foto:Marco Antônio/Secom Maceió

O foco do Bairro Verde também está na ampliação da arborização em Maceió, mas nesse caso, a prefeitura vai até os bairros da capital e realiza, por meio de suas equipes, o plantio de novas árvores em lugares públicos como avenidas, praças e canteiros. Bairros como Bebedouro, Rio Novo e Colina dos Eucaliptos já foram beneficiados com a ação que, em 2019, conseguiu plantar 3.694 árvores de espécie arbórea e 6.952 mudas de plantas ornamentais na cidade.

Também é possível solicitar o plantio nos bairros pelo Disque Árvore – 0800 082 2600 ou (82) 98802-4834. Foto: Foto: Pei Fon/ Secom Maceió (arquivo)

A reutilização da casca de sururu para confeccionar produtos utilitários foi a ideia que duas amigas tiveram para vencer um concurso ambiental. Não bastasse a importância sustentável da ideia, as arquitetas Fernanda Ferro e Maísa Cavalcanti quiseram mais: ministrar um curso de confecção desses produtos para as moradoras do bairro Vergel do Lago e agregar o olhar dessas mulheres ao processo de criação.

“ Vemos a casca do sururu como uma das impressões digitais do nosso Estado. Por dia, são descartadas 6 toneladas dessa matéria-prima no lixo. Nosso projeto, além de interferir nessa realidade, conseguiu despertar as participantes do curso para o fato de que aquele material poderia servir para algo mais, como por exemplo, ser transformado em objetos úteis possíveis de serem comercializados, se transformando em renda extra para suas famílias”, conclui Maísa Cavalcanti.

Juntamente com as moradoras do Vergel, as arquitetas desenvolveram o porta guadanapo, descansa copo, descansa panela e o sousplat. Foto: Polyanna Monteiro/ Secom Maceió

Além desses, existem outros tantos projetos de proteção ao meio ambiente na capital. Como é o caso do Coletivo praia limpa, Paraíso das águas até quando, além das ações de educação ambiental que ocorrem frequentemente nos dois Parques Municipais da cidade – iniciativas que demonstram a construção de uma nova relação entre maceioenses e o lugar em que vivem.

Polyanna Monteiro

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